Nos filmes americanos vemos muito essa preocupação de redigir os votos de matrimônio trocados durante a celebração, em regra protestante. Os noivos procuram ser criativos para, nessa hora, expressar, por votos pensados por eles mesmos, o seu amor e o seu compromisso.
Isso tem muito a ver com a mentalidade liberal, de desapego a formas, herdada das alas mais liturgicamente liberais e puritanas do protestantismo americano, sem ordem de culto fixa. Já os protestantes anglicanos, os metodistas, os luteranos, os presbiterianos, possuem suas liturgias mais estritas. Alguns batistas e congregacionais possuem, ao menos, sugestões para os ritos. De qualquer modo, todos eles, ainda que tenham uma liturgia mais estritamente fixada, uns mais, outros menos, possuem, nos Estados Unidos, essa cultura de votos "espontâneos" de matrimônio.
Nós, na Igreja Católica, temos nossas formas de culto bem claras e definidas. Rubricas específicas dão conta do modo como cultuamos a Deus. Na verdade, com a chancela da Igreja, fundada pelo próprio Cristo, cultuamos a Deus do modo como Ele quer ser cultuado, e isso é estabelecido pelas regras que nos dão dadas pela autoridade. A liturgia pronta, ademais, nos dá a pertença a uma comunidade maior de fiéis, que não começou ontem e não terminará amanhã. (Para entender a importância das regras litúrgicas, conheça o trabalho do Salvem a Liturgia.) Ter os votos já definidos pela liturgia, sem depender do sabor das emoções, é um modo muito poderoso de mostrar a santidade do casamento, bem como ensinar aos noivos, desde já, o que significa o compromisso que vão assumir. Parece muito romântico falar suas próprias frases e escrever seus votos especialmente para essa data, mas na verdade é algo perigoso, pois nem sempre esses votos "particulares" expressam exatamente o que significa a união matrimonial.




































































